quinta-feira, 25 de junho de 2009

Soneto

Encontrei-te. Era o mês... Que importa o mês? Agosto,
Setembro, outubro, maio, abril, janeiro ou março,
Brilhasse o luar que importa? ou fosse o sol já posto,
No teu olhar todo o meu sonho andava esparso.

Que saudades de amor na aurora do teu rosto!
Que horizonte de fé, no olhar tranqüilo e garço!
Nunca mais me lembrei se era no mês de agosto,
Setembro, outubro, abril, maio, janeiro, ou março.

Encontrei-te. Depois... depois tudo se some
Desfaz-se o teu olhar em nuvens de ouro e poeira.
Era o dia... Que importa o dia, um simples nome?

Ou sábado sem luz, domingo sem conforto,
Segunda, terça ou quarta, ou quinta ou sexta-feira,
Brilhasse o sol que importa? ou fosse o luar já morto?

Alphonsus de Guimaraens
Quando a noite vem eu me transformo. Sou a loucura a melancolia e a auto destruição. Não existem remédios capazes de parar com a dor, e nem tratamentos que controlem meus pensamentos ou veneno que me mate tão rápido quanto eu mesmo. É tudo tão tranquilo e silêncioso que por pior que seja, tudo em minha mente se torna doce e completamente viciante. Isso tudo é a minha droga e sem toda essa insanidade presente em minhas noites eu seria alguém diferente. É inspirador para a arte, mas destrutivo para a alma. Esta é a minha escuridão, é o que sou. Sou como os dois estados extremos de uma fênix: ave e cinzas.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O que é pior?
Ter apenas uma parte de uma pessoa, ou nada dela?
Eu consigo conviver com uma pequena parte, mas se perdesse tudo... estranho, não consigo nem pensar no que eu faria.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Lembranças

DIÁRIOS ANTIGOS
- Hoje me deu vontade de mexer em todas as minhas recordações. Coloquei em cima de minha cama todas as caixas com minhas coleções, cartinhas e diários e li algumas passagens que chamaram a minha atenção, em especial as dos meus diários dos anos de 2003 e 2007.
2003: Fiquei surpresa com a minha inoscência e melancolia. Na época começava a ter problemas em casa, por causa de brigas com minha irmã que na época tinha 10 anos e com minha mãe, que eu acreditava até então, não me compreender favorecendo a minha irmã menor, preferindo ela.
Na época eu desejava ir embora, fugir de casa para algum lugar bem distânte, outro país. Quase todo o meu diário é dividido entre meu vício da época 'harry potter' e toda a raiva que eu sentia relacionada a tudo o que passava em casa.
Naquele ano eu ainda acreditava que a fantasia retardaria o meu amadurecimento, ou seja, que poderia ser criança, sonhando todos aqueles meus sonhos infantis por mais tempo. Foi o ano também em que eu me apoiava nos livros de ficção para me afastar do comportamento fútil que eu já identificava nas meninas da época.
Algumas páginas estavam arrancadas, mas eu sei o que estava escrito nelas! Arranquei porque eu desconfiei que alguém tentou ler ele sem minha autorização, por causa de comentários que escutei depois, fiquei com vergonha e rasguei as páginas do crime: meus primeiros beijos! *-*
Aaaahrgh! eu morria de vergonha:
"O mundo não é eterno e tudo tem seu prazo, nossas vontades mudam na virada do acaso, pois esta é ainda uma questão não resolvida: a vida faz o amor ou é o amor que faz a vida? A quem precida nunca falta uma amizade, mas quem mais precisa só experimenta falsidade"
- Hamlet.

sábado, 13 de junho de 2009

Living is easy with eyes closed...

Na hora do almoço, reunida com meus colegas de trabalho eu menti. Antes, confessei que tinha acordado chorando e logo depois disse não saber ao certo o porque, mas na verdade eu sei. Eu acordei realmente chorando, como outras vezes sentia uma mistura de sentimentos que me confundiam e me abalavam conforme eu pensava nos motivos que me faziam sentir. Eu sei o que me consome dia após dia, e que me faz pensar de vez em quando que de alguma forma aquilo iria me destruir. Eu penso, me despedaço, me destruo pensando no futuro.
Aquele espeaço em branco entre o que sou e o que desejo ser, que será preenchido por minhas atitudes capazes de transformar o que eu pretendo ser em alguém diferente...

-

VAZIO
Quando acordei no dia 13 de junho, pensava em como as coisas seriam se eu tivesse coragem de enfrentar algumas pessoas e dizer exatamente tudo o que eu queria. Eu pensei em como me sentiria bem se isso fosse possível, é claro, expressando claramente a minha revolta sem derramar lágrimas que seriam um sinal de fraqueza ou insegurança. Imaginei a cara dela de surpresa, e como ela imediatamente mudaria, ficando séria se defendendo de todas as minhas acusações. Me explicando o porque as coisas eram daquele jeito, tentando me persuadir a acreditar que eu não era inferior e que tinha sim algum potêncial, e que futuramente eu ia notar isso. Eu não prestaria atenção a nenhuma de suas palavras porque ainda estaria com raiva, me sentindo uma ignorante que só sabe fazer uma coisa, e que tornou-se útil nessa única coisa, e que portanto não precisava fazer nada mais a não ser aquilo! E se por algum motivo precisarem de alguém para exercer alguma função diferente, alguém mais 'experiente' assumiria a tarefa, porque eu não poderia perder meu tempo, eu era importante demais fazendo somente aquilo!
Quando entrei naquele emprego eu sonhava porque me incentivaram a sonhar. Sonhava que seriam inúmeras as coisas que aprenderia ali, que jamais me entediaria porque eram tantas coisas diferentes para se fazer... tantas coisas, que o tempo passaria rápido demais! Conforme o tempo passou, eu pedi e insisti para aprender algo novo, mas tudo o que eu recebi foram promessas de que um dia eu aprenderia. Uma coisa boa ou ruim em mim, é que eu não perco tempo insistindo demais, mas eu não esqueço, eu espero. Mas se o tempo passa demais, e eu vejo que não levará a lugar algum as promessas que ficaram, eu espero mais um pouco para desapontá-los da mesma maneira.
Naquela manhã do dia 13, eu acordei chorando...
Era a raiva de ter guardado todas aquelas mentiras, a raiva de ter perdido tempo demais...
eu me senti fraca, inútil e acima de tudo vazia, só queria voltar a dormir e parar com aquele aperto na garganta e aquela vontade de gritar, mas eu não podia... tinha que levantar e ir trabalhar!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Começo essa postagem sem ter definido ao certo o assunto, ou ao menos um título para eu discutir, estou apenas deixando meus dedos e minha mente me guiar por esse mundo de palavras que tanto me fascinam, apesar de eu nem ter aprendido ao certo como as usar. Quando era criança e inventava meus próprios contos de fadas, e até mesmo crônicas eu acreditava que podia viver disso, e não sei porque depois de tantos anos esse sentimento voltou a me dominar, como se nunca tivesse me abandonado, como se a minha definição como pessoa dependesse desse meu sonho: ESCREVER TUDO O QUE PENSO. CONTAR TODAS AS HISTÓRIAS QUE SE DESENVOLVEM AS VEZES SOZINHAS NA MINHA CABEÇA.
Quando passeava pelo shopping a caminho do meu trabalho, pensava coisas como: 'como seria se eu pudesse escutar os pensamentos dos outros? Será que eu descobriria que não sou apenas eu que sonho acordada, que crio situações que nunca vivi e que gostaria ou não de viver? Será que eles também se vêem fora de si, como um expectador da própria vida, ou diretor da mesma, como eu faço quando crio diálogos que gostaria de ter com alguém, ou me coloco em uma vida a qual não pertenço, como alguém mais popular, bonita, e intelectual?
Ah! Como eu gostaria de saber...
Bom, vou deixar essa postagem sem título mesmo. Ficou idiota! HAHA

Stephenie Meyer - Lua Nova:

Não é tão ruim, concordei, depois acrescentei: mas é ruim o bastante.
Pensei que Jake estivesse curando o buraco que havia em mim - ou pelo menos o estivesse cobrindo, impedindo que me doesse tanto. Eu estava errada. Ele estava apenas cavando um buraco só dele, e agora eu estava furada como um queijo suíço. Imaginei por que eu não me desfazia em pedaços